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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Cannes 2013: Filme Sobre Amor Lésbico Ganha a Palma de Ouro.


Depois da França aprovar a o Casamento Gay, o Festival de Cannes desse ano, entrega seu principal prêmio para um filme de temática homossexual. O país, hoje comandado pelo socialista François Hollande, tem patinado nas questões econômicas, devido ao agravamento da crise no continente europeu, mas na área social, tem conseguido cumprir a agenda de sua campanha presidencial. 

Esse ano, três temáticas foram contempladas. A homossexualidade, o narcotráfico mexicano e as questões sociais iranianas.

O longa La vie d'Adele, do franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, foi anunciado o grande vencedor da 66ª edição do Festival de Cannes na tarde de ontem, domingo, 26/05/2013. O filme, sobre o amor entre duas mulheres, levou para casa a Palma de Ouro depois de ser aclamado pela crítica e causar polêmica por suas fortes cenas de sexo.


Kechiche disse, após a exibição do filme em Cannes, que não teve medo de retratar o amor entre duas mulheres, mas o que impactou e conquistou a crítica foi o retrato psicológico e emocional das protagonistas. 

Heli, do mexicano Amat Escalante sobre uma família destruída pela violência das gangues, rendeu ao realizador o prêmio de Melhor Diretor.


A melhor atriz foi Berenice Bejo pelo papel de uma parisiense buscando o divórcio de seu marido iraniano no filme The Past, de Asghar Farhadi. Bruce Dern foi escolhido melhor ator pela interpretação de um marido e pai envelhecido no novo filme de Alexander Payne, Nebraska.

O júri desta edição do festival foi comandado por Steven Spielberg.

Veja a lista de premiados:

Palma de Ouro: La vie D'Adele, de Abdellatif Kechiche.
Grand Prix: "Inside Llewyn Davis", dos irmãos Coen.
Melhor diretor: "Amat Escalante, por Heli.
Câmera de Ouro (Para diretores estreantes): Ilo Ilo, de Anthony Chen.
Melhor ator: Bruce Dern, por Nebraska.
Melhor atriz: Bérénice Bejo, por Le Passé.
Melhor roteiro: Jia Zhangke, por A Touch of Sin.
Prêmio do júri: Like Father, Like Son, de Hirokazu Kore-Eda.

Cannes que é ao lado de Veneza e Berlim, é um dos maiores e mais importantes festivais de cinema do mundo, o principal da Europa, que tem se renovado desde a questão do júri até as temáticas contempladas. Um cinema mais democrático, que não representa os anseios das classes mais conservadoras, ou de grandes financistas europeus, sempre foram as marcas de Cannes.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Bolsa Família: Promovendo Avanços na Saúde e Educação Brasileira.


O Bolsa Família, mais uma vez, entra em campo no debate político-eleitoral. A oposição, digas-se de passagem, os tucanos e democratas, que sempre se referiram ao programa como o "Bolsa Esmola", hoje pregam pela manutenção e ampliação do benefício.

Aécio, essa semana, no programa do Ratinho, em uma tentativa obsoleta de se mostrar como um político do povo, reclamou o Bolsa Família à gestão FHC. O PT nunca negou que os programas assistencialistas de seu governo tenham se iniciado na gestão neoliberal tucana, o  que eles esquecem, por motivos eleitoreiros, que os programas conhecidos como "Bolsa Escola", "Vale Gás" e "Bolsa Alimentação", foram criados quatro meses antes das eleições presidenciais em 2002, tendo sim, um motivo eleitoreiro. Mas a realidade mostram que eram programas só no papel, todos burocratizados, sem adesão dos municípios, falhas no cadastro e, como tudo no governo tucano, ineficiente. 

Quando Lula assumiu o país em 2003, unificou todos os programas assistenciais da gestão anterior, criando uma tecnologia reconhecida mundialmente, como um dos principais programas para o combate a miséria, com metas e eficiência que chegaram aos rincões de pobreza do país, fazendo uma revolução principalmente no Nordeste, hoje, motor do crescimento do país. 

Recentemente, foi divulgado a ação do Bolsa Família no combate a taxa de mortalidade infantil, com redução em 17%, mais uma vez os críticos do programa se viram "emparedados".

O programa tem apoio dos Ministérios da Educação, Saúde e Trabalho. Como verão no vídeo abaixo, a atuação do Bolsa Família, foi responsável pela revolução que ocorreu no país desde 2003, pois tornou indigentes e esquecidos pelo Estado, em cidadãos, que tem por obrigação cuidar da saúde e educação de seus filhos, tudo isso com capacitação profissional para a entrada no mercado de trabalho e posterior saída do programa. 



Vejo críticas recentes de um programa que tem por objetivo trazer dignidade a comunidades que sempre foram esquecidas pelo Estado. Quando o FHC adotou o neoliberalismo como marca de seu governo, trazendo cada vez mais desigualdade a nossa sociedade, que sofreu com o enfraquecimento do Estado e o crescimento monstruoso da concentração de renda nas mãos das elites do país, que obviamente, visavam e visam a maximização de seus lucros, sem pensar em questões de igualdade social e econômica, pois para eles todos são iguais perante a lei, mas se esquecem que "uns são mais iguais do que outros".

Um programa que não era nada na gestão tucana, depois se tornou eficiente e marca registrada da gestão Lula e que com Dilma, ganhou mais eficiência, maior poder de captação, penetração e atuação, está cumprindo sua principal meta, a eliminação da miséria, para que posteriormente o governo possa, através das políticas educacionais e de trabalho, realizar a transformação final do programa, que é gerar desenvolvimento social, trazendo o Estado e seus serviços para cada vez mais perto do cidadão, fazendo com que ele cresça economicamente, mantendo-se.

O programa, devido aos boatos espalhados, mostrou sua força. A oposição, que sempre criticou o programa, hoje, de forma hipócrita, fala em mantê-lo. O governo, sabendo disso, está criando todo um aparato legal para a preservação do benefício, que foi um dos pontos cruciais para o enfrentamento das crises econômicas de 2008 e 2011 até agora.

A mídia, como sempre, trata o programa como esmola eleitoral, fazendo duras críticas, mas se esquece que, o modelo econômico que ela tanto defende, veio ao Brasil "beber dessa água", levando o programa e o implantando de forma igual, ou seja, o modelo brasileiro de combate a fome, miséria e a falta de dignidade, ganhou o mundo desenvolvido, que está vendo suas bases sendo corroídas pela omissão estatal e a adoção sem precedentes de uma política neoliberal. O programa é reconhecido pela ONU, com o prêmio máximo de combate a fome e redução da desigualdade social. O Bolsa Família mostrou-se tão eficiente, que a Federação de Estados Africanos, junto com a FAO, organização da ONU que cuida da questão alimentar, a partir de 2014, começa a aplicar o programa em todo o continente, onde houve adesão expressiva da maioria dos chefes de Estado. O programa será o maior ataque a fome e miséria até hoje implantado no continente. Lula foi escolhido para ser Embaixador do programa, devido sua relação bem estreita com o continente.

Mais uma vitória de um governo trabalhista, visando o desenvolvimento e o progresso de sua sociedade. Muito há que se fazer, mas as mudanças já foram iniciadas e estão ocorrendo.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Meritocracia. Uma Mentira Conveniente

Vídeo incrível sobre a "Meritocracia". 

Jargão utilizado em grande escala pelos caciques tucanos, principalmente Aécio Neves, que ao realizar um "choque de gestão" em Minas Gerais, usou e abusou dos méritos, aprofundando ainda mais as diferenças sociais e econômicas entre a região norte, pobre (sofre com a seca e a desertificação do solo) e, a região sul, industrializada e polo de alta tecnologia nacional. 

Meritocracia: uma força inquestionável que promove justiça para quem tem mais mérito, ou uma desculpa esfarrapada para não se sentir mal com a miséria alheia? 


O que pensam sobre a questão? Eu, concordo plenamente com o posicionamento de Clarion de Laffalot.

Vocês decidem!!!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Terrorismo Eleitoral

Assim como vimos em 2010,  2014 repetirá a mesma cartilha. A desconstrução exagerada de candidatos, a volta da central de boatos e factóides, com ajuda da mídia nativa, que infelizmente atua como partido de oposição e, por fim, um dos grandes retrocessos de nossa política, a presença de setores conservadores, basicamente ligados a ideologias religiosas, que lutam contra o avanço das políticas de inclusão social e de legalização do governo federal.

O terrorismo eleitoral que se pratica no Brasil desde de 2003, com a chegada de Lula no poder, tem se tornado cada vez mais constante e conta com todo o apoio do aparato midiático do país, aparato esse que sobrevive a custa de publicidade oficial. O mais recente caso foi o boato sobre o fim do programa Bolsa Família, que trouxe caos as agências bancárias de 12 Estados. A Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, partiu para o ataque dizendo que o boato foi "coisa da oposição". A presidenta Dilma classificou o fato como "desumano e criminoso". A Polícia Federal já instaurou inquérito para averiguar de onde e quem iniciou o boato que fez com que somente hoje, de acordo com a Caixa Econômica Federal, 920 mil pessoas sacassem o benefício. A oposição, primeiro pediu que a Ministra Maria do Rosário se explicasse sobre sua declaração, logo depois pediu para que a PF apurasse a investigação de forma mais ágil.

Infelizmente, o terrorismo eleitoral tem sido usado de forma constante contra o governo federal. No início do ano, tivemos toda uma movimentação em favor do racionamento e o sucateamento do setor elétrico do país, os formadores de opinião jogavam aos quatro ventos que os tempos de escuridão estavam de volta. Houve a comoção jornalística contra as obras para a Copa das Confederações e Copa do mundo. Agora a bola da vez é a economia, primeiro com toda mídia apregoando o esfalecimento da economia nacional, fazendo especulação sobre a inflação, criação de empregos e o PIB, se utilizando de publicações estrangeiras que são, financiadas por setores financeiros que buscam o lucro desenfreado e sem regulação estatal. 

Em todos os casos, o governo federal se saiu muito bem. O setor elétrico está indo muito bem, as chuvas estão aos poucos normalizando nossa matriz energética e, os investimentos no setor continuam. Todos os estádios para a Copa das Confederações estão prontíssimos e prontos para uso, assim como as obras de mobilidade urbana nas cidades sede, que estão em andamento. Em relação a economia, a alta inflacionária, que é um processo global, está em queda no país, o mercado de trabalho continua aquecido e só em abril foram criados mais de 200 mil vagas, desde 2011 já foram 4,1 milhões de empregos criados e, o país, de acordo com a ONU, possui um dos crescimentos do PIB mais sustentáveis do mundo, ou seja, crescimento sem provocar distorções sociais, um dos únicos , que estão na vanguarda na luta em favor da igualdade social e econômica, questões que são reconhecidas anualmente pela instituição. 

Infelizmente alguns "pessimistas", como diria a Presidenta Dilma, além de torcer contra o país, estão instaurando o caos ao criarem um cenário de instabilidade e deterioração econômica, mesmo que semanalmente os índices e informações divulgadas afundem os pessimistas em suas próprias palavras. Desde a redemocratização do país, os boatos são armas utilizadas por setores conservadores para desconstruir, de forma pejorativa, candidaturas progressistas. Contra Lula, na campanha de 1989, disseram que ele faria o sequestro das poupanças, ato realizado por Fernando Collor. As revistas semanais, Veja (Editora Abril) e Época (Editora Globo), desde 2003, divulgaram uma infinidade de boatos contra o governo e de forma humilhante, menos de 10% se confirmaram verdadeiras. Nas eleições municipais de 2012, o comando central da campanha de José Serra, espalhou via redes sociais o boato que o Enem daquele ano teria sido cancelado, uma manobra contra o adversário que não surtiu efeito e José Serra sofreu mais uma derrota contra um estreante na política. Fernando Haddad. A primeira derrota foi contra Dilma em 2010.

O boato sobre o Bolsa Família teve apenas uma consequência de verdade: reafirmou a força popular do próprio Bolsa Família, um programa assistencial que teve um embrião tímido no governo tucano de Fernando Henrique, mas que foi dinamizado na gestão de Lula e ampliado na administração Dilma. O povo que correu às agências da Caixa sabe que essa conquista, a depender do resultado das eleições presidenciais de 2014, efetivamente pode ser ameaçada. Até lá, o boato é apenas um boato, já desmentido - e um crime.

domingo, 19 de maio de 2013

Corrida por 2014 já começou. Aécio presidente do PSDB, quer trazer o legado de FHC para a disputa.

Realmente impressionante!!! O congresso dos pseudo sociais-democratas do PSDB, realizado ontem, sábado, dia 18 de Maio de 2013, em Brasília, onde confirmou o senador mineiro Aécio Neves na presidência do partido, só reforçou três fatores que serão decisivos para a falência do tucanato em 2014. O primeiro deles, a falta de união. O partido está com suas lideranças divididas. Alckmin está preocupadíssimo com sua situação em São Paulo, com baixos índices de aprovação e altos índices de violência, o tucano sabe que as chances do PSDB não governar o estado mais rico da federação a partir de 2014 são bem grandes. No Paraná, o mesmo problema, Beto Richa enfrenta seu pior momento de governo e pesquisas locais já mostram a virtual candidata pelo PT, Gleise Hoffmann, com mais de 8 pontos na frente em todas as pesquisas. Em Minas Gerais, brigas internas, mostram que Antonio Anastasia, então governador, não tem apoio para uma provável reeleição, tornando a candidatura e o nome do petista Fernando Pimentel, atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, favorito entre os mineiros. Ou seja, Aécio pega um partido que além de estar dividido, terá como foco manter o controle dos estados onde a legenda já governa.

Aécio Neves terá uma árdua tarefa. Unificar o Tucanistão!!!
O segundo. José Serra, dinamitou, explodiu, detonou, enfim, como preferirem, a eleição de Aécio Neves para a presidência do partido e futura indicação do mesmo para disputar a presidência. Não citou o nome do companheiro de partido em seu discurso e mostra insatisfação com o descaso da legenda para com ele. Para Serra, ser presidente é um projeto pessoal, não de nação. Outro erro do Serra foi atacar o PT. Mesmo com o clima de estabilidade e crescimento sócio-econômico em que vive o Brasil, ele pintou os trabalhistas  como o grande mal desse país, mas vamos lembrá-lo de uma obra fantástica da nossa literatura jornalística, chamada "A Privataria Tucana", vamos lembrá-lo do modelo que seu partido adotou na década de 90, o liberalismo econômico e social, trazendo desgaste para nossa indústria, pois nos expôs ainda mais as mazelas do modelo liberal, que fez com que o Brasil quebrasse por 3 vezes na gestão FHC, sem contar o desgaste para nossas questões sociais, com o constante aumento da miséria e pobreza. Resumindo a questão do Serra, ele não vai mudar de partido, por enquanto, pois o MD (Mobilização Democrática), que antes apoiaria o provável candidato Eduardo Campos (PSB), agora apoiará Aécio, então a Serra, caberá sabotar Aécio em São Paulo, assim como Aécio o fez em Minas nas eleições de 2010. 

Terceiro ponto, tão importante quanto os outros dois, a questão da ética e moralidade. Nesse ponto, os tucanos cometeram seu maior erro ao deixar o governador de Goiás falar. Marconi Perillo, envolvido em pelo menos uma dúzia de casos de corrupção, junto com a maior revista semanal do país, Veja, e Carlinhos Cachoeira, teve a audácia de falar em moralidade. O partido realmente vai levantar essa bandeira? Só para constar, Aécio é acusado de desviar mais de 4 bilhões de reais da saúde no "perfeito" estado das Minas Gerais, onde desenvolveu um "choque de gestão", em que governou para a capital mineira e a região sul do estado, a região rica, a parte pobre do estado, a região norte, é praticamente gerida pelos programas sócio-econômicos do governo federal; Alckimin e Serra estão envolvidos no caso da Alstom, empresa francesa de maquinário ferroviário; Marconi Perillo com o bicheiro Carlinhos Cachoeira; e o mentor de todos, FHC, que até hoje não teve coragem de explicar a lista de furnas, a venda a preço de banana da Vale do Rio Doce e da CSN, o escândalo da Telebrás e a compra de apoio político para sua reeleição, entre muitos outros. Resumindo, se os tucanos vierem com o discurso da moral e da ética, vai ser ainda mais fácil para o PT, pois o mensalão que condenou políticos petistas, está sendo criticado pela maioria dos juristas brasileiros e internacionais, até os próprios "jornalões" que financiaram o espetáculo midiático em torno do julgamento estão se rendendo em seus editoriais, a farsa de um julgamento justo, imparcial e não político está caindo e, a oposição está rumando, como sempre, contra o Brasil, defendendo por exemplo o desemprego, mas isso deixo para uma outra conversa.

Disputa em 2014! Novamente polarizada entre Petistas e Tucanos.
Toda democracia exige uma oposição à situação, pois a oposição é fiscalizadora, mas no Brasil, infelizmente não temos uma oposição de qualidade, que seja propositiva, o que temos é uma oposição que critica tudo, não reconhece as vitórias do governo e, que infelizmente, não apresenta nenhum projeto novo, ao contrário, se alia aos setores que foram responsável por nossa década perdida, se aliam com os pensadores econômicos que foram responsáveis pelo empobrecimento do Brasil e, de forma errônea, trazem para o cenário político, setores conservadores que são contra os avanços sociais e,  travam os direitos das minorias sociais e das minorias em direito.

Está na hora de uma reformulação partidária na oposição, que se tornou de direita, mas que por motivos eleitorais, mascara sua opção, sempre levando o eleitorado ao erro.

Eu escolhi a Política.

Quando olho para o Brasil, vejo um país poderoso, provedor, pacificador, soberano, com uma população pujante, uma sociedade que recebe o mundo de forma cordial e hospitaleira. Vejo uma nação, criança ainda, mas que busca cada vez mais espaço entre os gigantes. Mas o que não vejo é a mobilização, não vejo o sentimento de luta, não vejo o sentimento de querer mudar e principalmente, não vejo a construção desse pensamento.




Ao escolher Ciência Política, meu maior objetivo sempre foi lutar pela manutenção da democracia, que vive sendo ameaçada por forças conservadores que nos últimos 10 anos estão perdendo espaço para aqueles que sempre mantiveram com migalhas. Escolhi a Ciência Política, pois o Brasil só alcançará maiores voos quando a Educação deixar de ser uma promessa eleitoral e tornar-se uma realidade social. Escolhi Ciência Política pois nosso país precisa de gestores que saibam fazer política, mas ao mesmo tempo, saibam trabalhar tecnicamente, ou com quadros técnicos competentes, que valorizem o funcionalismo público, ou seja, o mérito, mas não um mérito que exclui e segrega a sociedade, como defendem os setores oposicionistas do nosso país, mas um mérito que possa ser disputado por qualquer um, que seja almejado e alcançado por um morador de uma favela em Curitiba, ou de um filho de empresários que resida nos Jardins em São Paulo, um mérito que venha acompanhado de igualdade social. Escolhi Ciência Política, pois é necessário que haja no país esse profissional que pense o Brasil, não atendendo a interesse de setores em detrimento de outros, mas que atenda o Brasil sem distinção. Utopia. Muitos dirão que sim, mas força de vontade e coragem para "peitar" as elites de nosso país, que sempre enriqueceram as custas do empobrecimento da maioria, é o que não me falta. Não somente a mim, mas a milhares, que hoje, também estão travando uma luta "hercúlea", mas necessária.

Sempre escuto esse nefasto bordão: "Política, religião e futebol não se discute". A realidade é outra, a formação do "analfabeto político", como é de conhecimento do mundo mineral, sempre foi financiada pelas famílias que fizeram fortuna e controlam a informação no país. Nossa mídia, seja ela televisiva, impressa ou digital, nunca foi parcial, sempre pendeu para o lado do conservadorismo político e social. É necessário sim discutir política, é necessário fazer política, é necessário sim se envolver politicamente na comunidade em que vivemos, é necessário sim, tirar a política de Brasília e levá-la para dentro de casa, das escolas, dos clubes, dos shoppings, dos parques, etc. Muitos pedem a reforma política, mas nem ao menos conhecem nosso atual sistema político-eleitoral, muitos criticam nossa democracia, comparando com o falido modelo europeu e o norte-americano, mas ao menos, se interessam em acompanhar o trabalho do vereador do seu bairro, ou do candidato em que votou. Muitos criticam a corrupção, mas adoram furar uma fila, obter vantagens de forma indevida, buscam o apadrinhamento para o uso dos serviços públicos e se abstêm de seus deveres como cidadão. Criticam o auto salário pago pelo Estado aos políticos do Brasil, mas não veem nenhum problema no salário dos executivos de empresas privadas, ou pior, não conhecem o trabalho e a responsabilidade dos eleitos pelo povo, acham que todos são vagabundos e "farinha do mesmo saco", fazem generalizações.

Como já disse, falta vontade de mobilização, um dos grandes males do capitalismo, que individualizou e individualiza cada vez mais nossa sociedade, pensar no coletivo hoje é uma tarefa "cafona", ultrapassada e nada incentivada. Falta vontade de se ensinar o civismo, a escola deve ser o locar onde o cidadão tem de criar consciência de sua importância para a coletividade, de sua importância para os rumos de sua nação. Mas um Estado que não investe devidamente em educação nunca colherá os frutos de um verdadeiro progresso, mais do que investir em educação é investir naquele que transmite, que forma, que orienta, que é o exemplo. O professor.

Com esse espírito de mudança, com essa vontade de compartilhar conhecimento, com essa ânsia em mobilizar e ver o Brasil cada vez mais soberano, é que inauguro hoje esse espaço, onde discutiremos a política brasileira e, também a internacional, falaremos sobre nossa sociedade, ou seja, as questões que precisam ser debatidas e as demandas sociais que dever ser atendidas pelo Estado, independente de gênero, cor, status, renda, etnia, religião, etc. e, por fim, em como anda a produção cultural de nossa país, pois avançamos em fomentar nossa classe média, hoje uma das mais robustas do mundo, mas será que pensamos em como prover e promover cultura para a mesma, ou em como financiamos nossa produção cultural, a cultura é para todos ou somente para uma classe elitizada?  

Não faltarão palavras, idéias e força de vontade de fazer, aqui, essa bom debate, respeitando as diferentes ideologias e buscando sempre promover o conhecimento.